o fio finíssimo, um ilícito sinal
estranho. Se rompeu, desabrochou
uma flor, morreu
mais um, só que dessa vez foi
perto de mim.
Agora nós vagamos
numa inércia
um córrego de angústia. Nós
vemos como é frágil esse
fio. Entrecortado agora jogado
neste córrego
de aus^ncia
...uma luz fraca e escura
domingo, 28 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Claro em Noite II
Dois buracos
duas estrelas meio apagadas
dois infinitos
eu sou seu livro
me lê
mas me lê por inteiro
e lambe as letras
me possui - me têm
manda em mim
eu vou até onde aponta seu dedo
eu te sigo mesmo em morte
desce rasgando o beijo
que entope minha garganta
eu te obedeço até acabar
o mundo
por um segundo
Dois buracos
duas estrelas meio apagadas
dois infinitos
duas estrelas meio apagadas
dois infinitos
eu sou seu livro
me lê
mas me lê por inteiro
e lambe as letras
me possui - me têm
manda em mim
eu vou até onde aponta seu dedo
eu te sigo mesmo em morte
desce rasgando o beijo
que entope minha garganta
eu te obedeço até acabar
o mundo
por um segundo
Dois buracos
duas estrelas meio apagadas
dois infinitos
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Hermeto Pascoal - Som em Fala - Poesia!
Esse homem é divino. Já é hora de se fazer um estátua branca dele!
domingo, 24 de outubro de 2010
Fluído Obscuro
Lusco-fusco
Um pássaro chafurda
um corpo de sangue,
As folhas não existem.
Um sonho consome
-um sorriso-
o resto de nós;
Nós morremos.
Onde estão nossas formas?
e que dores nos aguardam?
As sombras da meia-luz
são as almas
que nos espantam de nós;
As sombras deslizam ferozes
porém, silenciosas -
As sombras são flores.
Parece que o lusco-fusco
é o sinal dessa trama;
o lusco-fusco é um rastro
do demônio que nos segue;
As folhas nos deixam a sós
As folhas ressitam seu chocalho
As folhas não nos acompanham
pois estão presas sob o preto
só há vento
parado
rangendo
angústia
de flores.
Um pássaro chafurda
um corpo de sangue,
As folhas não existem.
Um sonho consome
-um sorriso-
o resto de nós;
Nós morremos.
Onde estão nossas formas?
e que dores nos aguardam?
As sombras da meia-luz
são as almas
que nos espantam de nós;
As sombras deslizam ferozes
porém, silenciosas -
As sombras são flores.
Parece que o lusco-fusco
é o sinal dessa trama;
o lusco-fusco é um rastro
do demônio que nos segue;
As folhas nos deixam a sós
As folhas ressitam seu chocalho
As folhas não nos acompanham
pois estão presas sob o preto
só há vento
parado
rangendo
angústia
de flores.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Notas
um centro, um ponto
é o universo concêntrico
carrega em si tudo que é possível
e tudo que é impossível
pois percorre tudo sem saber o que é o tempo.
Esse ponto me puxa pois
puxa tudo que existe
e o que não existe
sem o cuidado de saber
se esses dois mundos não se anulam
Alguns homens confundem esse ponto
com a cama
com a mulher
com o sono
com o sonho
etc
Tanto faz
pois ele é tudo e não é tudo
é nada e não é nada
é um ponto e não é
por isso não existe.
tanto faz pensá-lo ou vê-lo
ele se perde
depois de morto
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Sinaleiras

Recordo pouco da vida marinha
que tive há bons anos...
Mesclava o mar ao choro
a solidão e grandeza vertiginosa do mar.
O mar foi sempre o canal para o mundo
mas eu vivia numa ilha
numa prisão de areia,
que eu insistia em amar.
Pois tudo era úmido
as cores me vinham através de um filtro verde
e os barcos se anunciavam como baleias;
Os sinos balançavam entre as águas
e o farol vigiava ao invés de localizar.
Minhas galochas nunca rasgaram
tal foi que o tempo parava
e recordar era literalmente
dar novamente a corda ao mar.
{Imagem ao topo: "O Lago" de Juan Jose Balzi}
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Ato Fálico
Querem-me morto!
Li num muro nu
Querem-me morto!
Agora sou refugiado
Me recuso a sair do meu casco
Hipnotizo os outros com minha espiral
Pois fiz algo de errado
Nasci
E li num muro pelado
que meu corpo
sem vida
paga todo um barco
e todo vasto dinheiro
não cobre todo grande gasto
que causo
com tal Ato desconhecido
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